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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Recomendações para tratamento da hepatite C com Boceprevir e Telaprevir


Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Rio de Janeiro (21) 4063.4567 - São Paulo (11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com  - Internet:  www.hepato.com


Agência de Notícias das Hepatites


09/09/2011



Publicado o novo consenso de tratamento da hepatite C nos Estados Unidos


A American Association for the Study of Liver Disease  – AASLD – aprovou as novas diretrizes de tratamento da hepatite C incluindo os novos inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir. As diretrizes de tratamento são resultado do consenso por parte da AASLD resultado da analise de tudo o que foi publicado na literatura científica e da interpretação e discussão dos membros, lembrando que diretrizes ou consenso são normas gerais, servindo como guia para os profissionais médicos, mas não se constituem numa obrigatoriedade única a ser seguida, podendo sofrer adequações conforme o quadro clínico do paciente. Este consenso foi aprovado pela Infectious Diseases Society of America, e a National Viral Hepatitis Roundtable.

O novo consenso (em inglês) pode ser encontrado em http://hepato.com/p_protocolos_consensos/Guideline_HCV_AASLD_2011.pdf .  A importância destas diretrizes é que elas são exemplo e guia para todos os países na redação de seus consensos, protocolos e portarias de tratamento, assim, o futuro protocolo brasileiro para tratamento no SUS será, evidentemente, muito parecido.

Pessoalmente estou altamente preocupado com a introdução dos inibidores de proteases, por um lado pela expectativa e ansiedade que vejo nos pacientes achando que estamos numa revolução milagrosa no combate a doença. Sem duvida que os novos medicamentos representam uma revolução no tratamento ao aumentar grandemente a real possibilidade de cura, mas não os podemos considerar milagrosos, pois, por enquanto não poderão atender todos os casos.  Ainda, a responsabilidade do paciente passará a ser fundamental para se conseguir sucesso.  O paciente deverá ser educado e estar consciente que dependerá exclusivamente dele seguir rigorosamente as recomendações sobre a adesão para não colocar tudo a perder.

Outro problema que me tira o sono é que passaremos a ter três esquemas de tratamento na hepatite C, muito diferentes entre eles.  A dificuldade que isso representa para o profissional médico é imensa, podendo resultar em prejuízo para o paciente se as avaliações e acompanhamento estiverem errados ou equivocados. A utilização do Boceprevir ou do Telaprevir significará dois esquemas totalmente diferentes de administração, avaliação e acompanhamento, além daqueles que continuarão a serem tratados com interferon peguilado e ribavirina.

Muito ainda vamos falar tentando explicar cada esquema, cada caso, os diferentes efeitos colaterais e adversos, os efeitos psicológicos, mas vamos colocar devagar, caso contrario é muito difícil de explicar.

Farei a continuação alguns comentários gerais para uma interpretação geral das mudanças que acontecerão no tratamento da hepatite C com a chegada dos inibidores de proteases que se encontram publicadas nas recomendações das diretrizes da AASLD.

O interferon peguilado e a ribavirina continuam no tratamento da mesma forma, sendo por um período de 48 semanas para os genótipos 1, 4, 5 e 6 e por 24 semanas para os genótipos 2 e 3. A introdução dos inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir não substituem o Interferon nem a ribavirina.  O tratamento, quando indicado, passa a ser uma terapia tripla.  Os inibidores de proteases não podem ser utilizados em monoterapia.  Se utilizados sem o interferon e a ribavirina não produzem qualquer efeito.

Os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir somente estão destinados ao tratamento do genotipo 1.  Não causam qualquer beneficio se utilizado nos genótipos 2 ou 3.
Por tanto, ao se utilizar os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir será necessário rever e considerar vários conceitos, desde quem pode ser tratado, quem deve ser tratado e, especialmente, quem não pode ser tratado com tais medicamentos. É necessário ter muito cuidado, pois se trata de medicamentos novos que ainda não foram testados em todo tipo de paciente.


 
Recomendações para pacientes nunca antes tratados com interferon:

1 – O Boceprevir deve ser tomado a partir da quarta semana, três vezes ao dia, a cada 8 horas (entre 7 e 9 horas) entre as doses, na dosagem de 800 mg, junto com algum alimento leve. O interferon peguilado continua com uma aplicação semanal e a ribavirina será receitada conforme o peso do paciente.  Nas quatro primeiras semanas o tratamento é só com interferon peguilado e ribavirina. A duração total do tratamento poderá ser de 28 ou de 48 semanas, conforme a resposta apresentada nas primeiras semanas.

2 – Pacientes sem cirrose tratados com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 8 e 24 se encontram indetectaveis na carga viral, podem ser considerados para um tratamento de somente 28 semanas de duração.

3 - Pacientes tratados com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 100 UI/ml ou que na semana 24 se encontram com qualquer carga viral, devem interromper o tratamento, pois não existe possibilidade de sucesso com a continuidade do tratamento.

4 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem iniciar a terapia com as três drogas ao mesmo tempo. A dose do Telaprevir é de 750 mg, três vezes ao dia, a cada 8 horas (entre 7 e 9 horas) entre as doses, junto com algum alimento gorduroso ingerido antes do Telaprevir. O interferon peguilado continua com uma aplicação semanal e a ribavirina será receitada conforme o peso do paciente. 

5 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem tomar os três medicamentos durante as primeiras 12 semanas e, a seguir, continuam somente com o interferon peguilado e ribavirina por mais 12 ou 36 semanas conforme a resposta apresentada nas primeiras semanas.

6 - Pacientes sem cirrose tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 se encontram indetectaveis na carga viral, podem ser considerados para um tratamento de somente 24 semanas de duração.

7 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que nas semanas 4 ou 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml ou que na semana 24 se encontram com qualquer carga viral, devem interromper o tratamento, pois não existe possibilidade de sucesso com a continuidade do tratamento.

8 - Pacientes com cirrose tratados com Boceprevir ou Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem receber tratamento durante 48 semanas de duração.


Recomendações para retratamento de pacientes já tratados com interferon:

Os pacientes que já receberam tratamento com interferon peguilado e ribavirina devem ser divididos em três categorias para saber qual o retratamento utilizando os inibidores de proteases, combinado com o interferon peguilado e ribavirina será o indicado.  Vejamos quais são as diferentes situações:

A – Respondedores NULOS: São aqueles que na semana 12 do tratamento com interferon peguilado e ribavirina não conseguiram na semana 12 ter uma baixa na carga viral de pelo menos 2 log.

B – Respondedores PARCIAIS: São aqueles que na semana 12 do tratamento com interferon peguilado e ribavirina conseguiram na semana 12 ter uma baixa na carga viral superior a 2 log, mas que na semana 24 permanecem detectáveis (positivos) na carga viral.

C – Pacientes RECIDIVANTES: São aqueles que chegam ao final das 48 semanas de tratamento com interferon peguilado e ribavirina estando indetectaveis, mas nos seis meses após o final do tratamento a carga viral volta a estar detectável (positiva).

IMPORTANTE: Deve se considerar cada caso separadamente, pois as definições acima são validas para tratamentos realizados corretamente, isto é, quando as doses dos medicamentos foram seguidas adequadamente, o interferon corretamente armazenado e até a qualidade da ribavirina utilizada deverá ser considerada. Considerar também que os casos nos quais, por qualquer problema, aconteceram interrupções nos medicamentos não podem ser considerados em nenhuma das categorias acima descritas e o médico deverá decidir a estratégia a ser recomendada.

9 – O retratamento com Boceprevir ou Telaprevir combinado com interferon peguilado e ribavirina pode ser recomendado para pacientes já tratados com interferon peguilado e ribavirina considerados RECIDIVANTES ou respondedores PARCIAIS.

10 – Não é recomendado o retratamento com Boceprevir ou Telaprevir combinado com interferon peguilado e ribavirina para pacientes já tratados com interferon peguilado e ribavirina considerados respondedores NULOS.

11 - Pacientes em retratamento com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 100 UI/ml devem interromper o tratamento, pois existe possibilidade de desenvolvimento de resistência antiviral.

12 - Pacientes em retratamento com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml devem interromper o tratamento, pois existe possibilidade de desenvolvimento de resistência antiviral.
 

Efeitos colaterais e adversos no tratamento com Boceprevir e Telaprevir

Ao incluir mais um medicamento no tratamento aumentam os efeitos colaterais e adversos já conhecidos do interferon peguilado e da ribavirina e, ainda, aparecem alguns novos.

13 - BOCEPREVIR: em alguns pacientes poderá provocar anemia e disgeusia (é a alteração ou distorção do sentido do paladar).

14 - TELAPREVIR: em alguns pacientes poderá provocar erupções cutâneas, anemia, náuseas, prurido e diarréia.

ATENÇÃO:  A frequência, gravidade e tratamento dos efeitos colaterais e adversos causados pelo Boceprevir e o Telaprevir explicarei detalhadamente nas próximas semanas.


Resistência viral – A importância do acompanhamento:

É importante um acompanhamento rigoroso por parte do médico já que os inibidores de proteases podem criar resistência ao vírus, quando então a sua utilização deve ser imediatamente interrompida.  Por se tratar de medicamentos novos ainda não é conhecido se pacientes que apresentem resistência viral poderão vir a sofrer a mesma resistência com novos medicamentos que no futuro cheguem ao mercado.  Para tal é recomendado:

15 – No caso de desenvolvimento de anemia durante o tratamento com inibidores de proteases, interferon peguilado e ribavirina, a recomendação é a redução da dose de ribavirina.

16 - Durante todo o tratamento com inibidores de proteases, interferon peguilado e ribavirina todos os pacientes devem realizar acompanhamento rigoroso da carga viral. Acontecendo um aumento igual ou superior a 1 log o inibidor de protease deve ser suspendido.

17 – Pacientes em tratamento com qualquer um dos inibidores de proteases que não conseguem resposta ao tratamento ou apresentam uma recaída (aumento da carga viral) não devem ser tratados com o outro inibidor de protease disponível atualmente.


Populações Especiais

Existem poucas informações para diversos grupos de pacientes, o que recomenda muita cautela na sua utilização.  Os poucos dados disponíveis são de ensaios clínicos nas fases 2 e 3.

Poderão acontecer interações farmacológicas  no caso de pacientes co-infectados com HIV que fazem uso de medicamentos para tratamento da AIDS ou em pacientes que apresentem um quadro de cirrose descompensada ou em transplantados.

Aparentemente não existem contraindicações na utilização em pacientes com insuficiência renal.

Telaprevir e Boceprevir não devem ser utilizados em crianças e adolescentes com até 18 anos de idade, porque a segurança e eficácia ainda não foram estabelecidas nessa população.

Carlos Varaldo


O texto completo das notícias se encontra na página Web  www.hepato.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quanto custa tratar ou (des)tratar a hepatite C?


Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
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Agência de Notícias das Hepatites


31/08/2011


Nos últimos 12 anos cansei de ouvir que é financeiramente impossível a realização de uma grande campanha de detecção da hepatite C devido ao elevado custo do tratamento. Nunca considerei isso como uma resposta digna a nossa luta já que estamos tratando da maior epidemia que assola o país, atingindo aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros.  Considero que simplesmente o governo tenta empurrar o problema com a barriga, para que exploda após a próxima eleição, quando então  a frente do ministério existirá outro partido político.

A progressão natural da doença é medida pelo dano que ocasiona ao fígado. São cinco estágios, o primeiro é um fígado normal, sem nenhum dano ou inflamação, um estágio para o qual não é recomendado tratamento já que o vírus da hepatite C consegue conviver amigavelmente em alguns indivíduos, mas quando a destruição do fígado atinge um nível moderado os consensos internacionais, e o brasileiro também, indicam que é necessário o tratamento para evitar que o indivíduo evolua para a cirrose ou o câncer de fígado.  Neste ponto da progressão da doença se encontram atualmente aproximadamente a metade dos infectados.

O tratamento atual da hepatite C é realizado com combinação de 2 medicamentos, o interferon peguilado e a ribavirina, durante um período de seis ou doze meses, conforme o subtipo de vírus presente. No total, setenta e cinco por cento dos infectados necessitarão de 12 meses de tratamento, ao custo, se realizado de forma particular de setenta mil reais. O tratamento no SUS é muito mais barato para o governo, ficando em aproximadamente dezoito mil e setecentos reais.

Realmente, se o ministério da saúde tivesse que tratar o milhão e meio que hoje, se diagnosticados, necessitam de tratamento, deveria dispor de vinte e oito bilhões de reais, um valor absurdo, impossível de se colocar numa mesa de discussão.  Mas convenhamos que não todos serão diagnosticados de uma só vez, levando anos e anos tal tarefa, por tanto, o gasto fica diluído com o correr dos anos.

Continuar com a política do avestruz, simplesmente ignorando o problema, não alertando a população parece ser a melhor política de alguns gestores da saúde, sempre escudados atrás da falta de semelhante verba.  Mas será que realmente estão conseguindo alguma economia?

A progressão natural de doença mostra que 1 de cada 4 infectados chegará a desenvolver cirrose ou câncer de fígado numa idade entre 50 e 65 anos.  Estamos então falando que até oitocentos mil brasileiros poderão estar em risco de vida nos próximos 10 ou 15 anos se não forem diagnosticados e tratados.  Pior ainda, a idade media dos que morrem por culpa da hepatite C é de 57 anos, uma perda de 17 anos na expectativa de vida.  Uma perda de 13.600.000 anos/vida na população brasileira.

Quanto representa isso na perda de capacidade produtiva, do não recolhimento de impostos devido à morte prematura e quantas pensões a união deverá pagar a quem perdeu seu parceiro? O calculo é impossível de ser feito, a maioria das maquinas de calcular não possuem dígitos suficientes.

Vamos então deixar de lado o custo social e calcular o custo para o SUS desses oitocentos mil casos de cirrose e câncer de fígado.  Para não ser criticado estarei utilizando custos do próprio governo, encontrados facilmente no site do ministério da saúde a través do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos do Sistema Público de Saúde – SUS, conhecida como SIGTAP/DATASUS.

A despesa anual que ocasiona ao SUS um infectado com hepatite C é de R$. 470,00 na fase da fibrose (pode durar 20 anos)  e de R$. 346,00 na fase da cirrose, a qual pode durar cinco anos (sem considerar internações pelas descompensações da doença) .  Ao aparecer o câncer no fígado o custo anual sobre para R$. 10.824,00 no primeiro ano e se controlado será de R$. 4.400,00 a cada ano subsequente.  A próxima fase será o transplante de fígado, o qual custa R$. 68.803,00 no primeiro ano, seguido de um custo de manutenção de R$. 9.517,00 a cada ano de sobrevida.

O custo total por paciente não tratado que acabara transplantado durante aproximadamente trinta anos de atendimento médico e  cuidados, chega aos R$ 203.180,00, dinheiro que somente será economizado se para sorte do sistema o paciente morre aos 56 anos de idade. Se os oitocentos mil chegam a precisar um transplante o sistema vai gastar 162 bilhões de reais, oito vezes mais que o gastaria tratando quem precisa.

Com o tratamento atual aproximadamente 55% conseguem a cura, evitando a progressão da doença para a cirrose e o câncer, os quais não precisaram de realizar um transplante.

Existem ainda boas notícias no horizonte com a chegada de novos medicamentos, já em registro no Brasil, que elevam a possibilidade de cura para oitenta por cento dos pacientes.  Melhor ainda para os que não responderam a o tratamento atual, pois passam a ter verdadeira possibilidade de cura com um retratamento e incrivelmente a um custo por paciente curado menor que o retratamento com os medicamentos atualmente no SUS.

Gosto de números, em especial quando oficiais para que não sejam criticados ou desmerecidos, pois pela frieza deles dá para saber que é possível se cuidar dos infectados com hepatite C se realmente existir vontade politica de enfrentar o problema na atual gestão, sem querer passar a bola ou melhor dito a bomba, para quem ganhar a próxima eleição.

A nossa presidente Dilma sabe muito bem que tratar uma doença é importante para continuar em atividade produtiva.  Não fosse o seu tratamento do câncer não estaria viva para poder realizar a importante faxina na corrupção, a qual custa para o governo e o povo brasileiro muito mais caro que qualquer tratamento no SUS.

Carlos Varaldo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C


GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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Hepatite C - Direitos dos portadores

Ações Indenizatórias


Até o presente, muito pouco se falou sobre direitos e a responsabilidade civil nos infectados pela hepatite C. Seguindo o exemplo de outros países é necessário se buscar reparações materiais quando o dano à saúde foi provocado por falta de alertas sobre a doença quando estes foram por omissão das autoridades da saúde.

Não será uma indenização em dinheiro que vai devolver a saúde ao portador, porem, esta será sem a menor duvida uma grande ajuda para enfrentar os problemas causados pela doença.

Como se trata de uma doença conhecida há mais de 16 anos, porem, durante todos estes anos "censurada" pelos governantes, os que descobrem estar infectados muitas vezes já estão severamente comprometidos no seu estado clinico. Cabe nestes casos acionar judicialmente os responsáveis pela saúde publica, por "omissão" na divulgação da doença e na realização de campanhas de detecção dos infectados. Se 10 anos atrás já existissem alertas, com certeza a situação da saúde destes cidadãos seria outra e não teriam perdido sua saúde.

Ainda, com a abertura de milhares de ações Brasil afora, pretendemos que os atuais responsáveis pela saúde despertem para o grave problema das hepatites e iniciem a imediata realização de campanhas de detecção e de esclarecimentos. Se os apelos da sociedade civil não foram ouvidos, então será nos tribunais que eles deverão se explicar.

Todos aqueles que tem ou tiveram hepatite C e tenham um dano hepático igual ou superior a uma fibroses F3, que sejam transplantados de fígado ou familiares de um familiar morto pela hepatite C tem direito a pleitear a indenização.

O Grupo Otimismo esta realizando palestras em diversas cidades para divulgar estes conceitos, sempre com a co-participação dos grupos locais.

Até o momento já estamos trabalhando nos estados abaixo e nos próximos meses estaremos chegando a seu estado.

O Grupo Otimismo esclarece que somente se limita a indicar alguns advogados que se especializaram na abertura de ações indenizatórias em portadores de hepatite C com dano no fígado igual ou superior a uma fibrose F3, existindo total independência por parte dos infectados em contratar o advogado que acharem mais conveniente.

Ainda, assim que saírem as primeiras sentenças dando ganho de causa aos portadores, o que deve acontecer provavelmente mês de julho ou mais tardar em agosto, estaremos disponibilizando um modelo de ação que poderá ser utilizado por qualquer advogado, gratuitamente, de todo Brasil.

Lembramos que não existe no Grupo Otimismo uma "coordenação" para as ações e que ninguém pode se apresentar como representante nosso para intermediar ações ou para agenciar interessados.

Tal qual acontece com os modelos de ações que disponibilizamos para conseguir tratamento das hepatites B e C e que trabalhamos com as ações indenizatórias. Sempre gratuitamente, sem nenhum interesse direto, mostrando o "caminho" da cidadania em defesa dos portadores.

Por principio constante no seu estatuto, desde sua fundação, o Grupo Otimismo nada cobra de seus associados. O Grupo Otimismo e financiado pelos direitos de meus livros e por contribuições pessoais de seus dirigentes, assim como do recebimento de contribuições anônimas dos associados, os quais voluntariamente podem contribuir conforme e explicado na abertura da nossa página na Internet.

Se você tem ou teve hepatite C e ainda apresenta um dano hepático com fibroses F2 ou superior, entre em contato com o escritório de advocacia de seu estado abaixo listado ou escreva para o Grupo Otimismo.


Estado do RIO GRANDE DO SUL:

Dr. Marco Sommer Santos
Av. Bastian, 270
Bairro Menino Deus
Porto Alegre - RS
Telefone: (51) - 3233.7908
e-mail: advocacia@consultoriajuridica.com.br
Internet: www.consultoriajuridica.com.br


Estado de SANTA CATARINA:

BONO & FREITAS advocacia
Rua Victor Meirelles, n° 600 - Sala 203
CEP: 88101-170 - São José - SC
Telefone: (48) 3035.1718
e-mail: bfadvocacia@yahoo.com.br

Dra. Cláudia Boeira da Silva
Florianopolis
e-mail: claudia_boeira@hotmail.com


Fonte: http://hepato.com/p_acoes_judiciais/acao_indenizatoria.html

sábado, 30 de julho de 2011

Cuidando da Hepatite


ALIMENTOS RECOMENDADOS NAS HEPATITES

  • Óleos de sementes de primeira pressão em frio. Excelentes para a saúde quando ingeridos sem abusar. O melhor é consumir diariamente azeite de oliva, rico em ácido oléico capaz de manter o equilíbrio entre as gorduras saturadas e insaturadas.
  • Acerola. É a fruta mais rica em vitamina C e, além disso, contém flavonoides (hesperidina e rutina). Melhora a função imunitaria e a produção de interferon.
  • Alhos e cebolas. O alho é um antibiótico natural. É ativo frente a numerosas bactérias, vírus, fungos e parasitas além de ser rico em vitaminas e sais minerais. O alho alho-porro possui também ação antibiótica. A cebola é similar ao alho e rica em flavonoides, enzimas e sais minerais.
  • Alcachofra e cardo. Seu conteúdo no Silimarina e cinarina melhora a função hepática e desintoxica o fígado.
  • Alfafa. Rica em oligoelementos e minerais que favorecem a síntese de anticorpos.
  • Cerejas, morangos e groselhas. Contêm importantes antioxidantes e melhoram a circulação a nível portal no fígado.
  • Agrião. Ajuda na recuperação e o bom funcionamento hepático.
  • Cereais integrais. Hidratos de carbono complexos que contribuem com vitaminas do grupo B necessárias para o bom funcionamento hepático.
  • Chucrute. Favorece o metabolismo hepático.
  • Ameixa. É pobre em sódio, gorduras e proteínas pelo que é adequada nos casos de doenças hepáticas.
  • Cúrcuma. A curcumina é um pigmento amarelo com efeitos protetores para o fígado similares a Silimarina e a cinarina do cardo Mariano e a alcachofra.
  • Dente de leão. Tal qual a alcachofra e o cardo é um dos indicados na alimentação do doente hepático. É um grande desintoxicante e depurativo do fígado.
  • Framboesa. Facilita a eliminação das substâncias que produzem as infecções.
  • Geleia real. Exerce uma ação lhe revitalizem e tonificante da função imunitaria.
  • Wiki. Inmunoestimulante por seu conteúdo em oligoelementos, minerais e vitamina C.
  • Lecitina de Soja. Contém colina, uma vitamina necessária para o metabolismo hepático.
  • Legumes e verduras com folhas verdes. Contribuem com ácido fólico que ajudam à recuperação dos hepatócitos.
  • Levedura de cerveja. Fonte importante de vitaminas do grupo B, selênio, zinco, inositol e colina. 
  • Limão. É um alimento imunoestimulante de grande utilidade em todo tipo de infecções.
  • Litchi a. É muito útil por sua ação imunoestimulante
  • Maçã. Descongestionante do fígado.
  • Melão. É hidratante e remineralizante. Favorece a reposição da água e das sai minerais, que se perdem nos casos de doenças infecciosas.
  • Mel. Contém frutose que facilita a formação de glucógeno e melhora o funcionamento hepático. 
  • Nêsperas. Descongestionante hepático capaz de melhorar a hepatomegalia.
  • Rabanete. É rico em compostos sulfurosos entre os que se destaca a rafanina, de grande poder antibiótico, antiviral e imunoestimulante, sobre tudo a nível hepático.
  • Sesamo. Contém vitaminas do grupo B que facilitam o bom funcionamento e a regeneração das células hepáticas.
  • Cogumelos. shii-take, may-take, etc. Estimulantes da produção de interferon.
  • Tapioca. É a farinha de mandioca que contribui com hidratos de carbono de fácil assimilação sem conter gorduras o que facilita a função hepática.
  • Tomate. Ricos em carotenoides antioxidantes e em minerais de ação imunoestimulante.
  • Uva. Contribuem com açúcares naturais e vitaminas antioxidantes ativando a função desintoxicadora. Estimula também a produção de bílis o que descongestiona o fígado e facilita a circulação de sangue por seu interior. Facilita o retorno do sangue do aparelho digestivo ao fígado com o qual diminui a hipertensão portal.

ALIMENTOS PREJUDICIAIS PARA OS DOENTES HEPÁTICOS

  • Alimentos fritos. Não são recomendáveis por sua riqueza em gorduras que se oxidam pelo calor da fritura.
  • Alimentos refinados. Debilitam as defesas orgânicas ao nos privar de nutrientes importantes. O mas conhecido é o açúcar refinado. 
  • Alimentos tira mino-liberadores. Compreende os queijos e carnes preparadas, os frios, os alimentos defumados, o vinho branco e o chocolate. 
  • Açúcares. Todos eles, em excesso, conseguem diminuir a resposta imunitária frente às infecções. 
  • Bebidas alcoólicas. Resultam altamente prejudiciais para o fígado. A abstinência deve ser total. A ingestão de bebidas alcoólicas agrava a icterícia.
  • Carne e embutidos. Não são recomendados porque contêm gorduras saturadas, sal e proteínas em abundância.
  • Chocolate. Contém açúcares e gorduras em abundância pelo que está contra-indicado.
  • Leite e derivados. Sobre tudo quando a leite e os derivados são integrais, os quais exigem do fígado um esforço extra que não e recomendado quando existem alterações hepáticas. Dar preferência a leite desnatada.
  • Manteiga, fígado de animais e laticínios gordurosos. A vitamina A que contêm estes mantimentos poderia acumular-se no caso de padecer alguma hepatopatia e aumentar a inflamação do fígado.
  • Creme de leite. Contém uma grande quantidade de gordura pelo que sua digestão implica um esforço adicional para o fígado.
  • Sal. Favorece a ascite pelo que deve limitar-se seu consumo ou evitar-se totalmente.

COMPLEMENTOS DE VITAMINAS E MINERAIS NECESSÁRIOS PARA O FUNCIONAMENTO DO FÍGADO


  •            Complexo B. Suas vitaminas são indispensáveis para a manutenção do fígado em bom estado de funcionamento.
  •            Vitamina B12. Sua deficiência dificulta a capacidade do sistema imune, sem esquecer que também é necessária para sintetizar distintas enzimas, colina e material genético.
  •            Ácido fólico. Favorece a atividade hepática.
  •            Selênio. É deficiente quando existe qualquer alteração hepática mas além disso tem uma importante atividade sobre a função imune já que estimula a atividade dos leucócitos. A Castanha do Pará é a melhor fonte de Selênio.
  •            Fatores lipotrópicos. Evitam a infiltração de gordura do fígado e favorecem sua função. A metionina é convertida em cisteína e esta em glutation, péptido de grande importância na defesa contra numerosos agentes tóxicos. O glutation se combina diretamente com as substâncias tóxicas, forma compostos solúveis em água e se produz mais facilmente sua excreção a nível renal.
  •            Ácido lipóico. É um potente antioxidante, protege o fígado dos danos causados pela acumulação de toxinas e, atua como potente desintoxicante.
  •            N-Acetil cisterna. É um potente protetor hepático com capacidade para neutralizar diferentes compostos tóxicos.
  •            Vitamina C. Tem um importante papel por sua atividade frente aos poluentes; além disso, é fundamental seu papel na atividade do sistema imunológico. Protege ao ácido fólico da oxidação. Tem uma conhecida atividade antiviral aumentando a atividade linfocitária e incrementando os níveis de interferon natural.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Vitaminas e complementos minerais somente devem ser utilizados sem exceder as dose diária recomendada e nunca devem ser utilizados sem consultar antecipadamente o médico!

Carlos Varaldo - Grupo Otimismo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hepatopatia Induzida por Drogas

http://www.hepcentro.com.br
http://www.hepcentro.com.br/hepatopatias_graves.htm

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